Nos últimos anos, observa-se a ascensão de figuras bilionárias como Jeff Bezos, Elon Musk e Mark Zuckerberg, responsáveis por redesenhar as narrativas sobre o futuro. Multiplicam-se as promessas de viagens interplanetárias, de superação dos limites do corpo e até, de forma ousada, da imortalidade. Essas projeções se constroem por meio da apropriação da linguagem da ficção científica, dando origem a uma nova categoria: a ficção científica capitalista.
Neste livro, Michel Nieva realiza uma crítica contundente à estetização da tecnologia e às suas promessas vazias. Ao expor as conexões profundas entre a ficção científica e o capitalismo, o autor revela como a imaginação do futuro vem sendo colonizada por interesses econômicos e políticos.