Neste livro, a antropóloga Paula Sibilia investiga como uma cultura que incentiva o prazer, a liberdade e a autorrealização convive com níveis crescentes de sofrimento psíquico e desagregação social. Para isso, analisa o colapso do “solo moral” da modernidade – aquele baseado na culpa, na repressão e no contrato social – e a emergência de um novo regime marcado pelo cinismo, pela exposição e pela radicalização. Da ética burguesa à cultura digital, das promessas iluministas à lógica dos algoritmos, o texto percorre as transformações que corroeram os valores que sustentavam a vida moderna.