O título é uma referência à personagem principal, Moscou Tchestnova, uma jovem órfã, criada pela revolução soviética, que sonha se tornar paraquedista. A protagonista encarna a promessa eufórica de um tempo em que parecia ser possível construir o futuro com as próprias mãos, em meio a grandes inovações técnicas e científicas. Sua história se confunde com a da própria União Soviética, com suas promessas e contradições. Censurada por Stálin, a novela atravessa décadas e estilos, e revela tanto o entusiasmo dos anos 1920, como a amarga lucidez diante do fracasso do ideal socialista de 1930. Lírica e irônica, Moscou feliz é um retrato assombroso da cidade e de uma geração que acreditou poder reinventar o mundo.