Com a crescente popularização da inteligência artificial na sociedade contemporânea, testemunhamos a implementação acelerada de sistemas algorítmicos como forças institucionais capazes de moldar normas, rotinas e estruturas sociais e políticas. Diante desse cenário, torna-se necessário perguntar: como os algoritmos estão redesenhando as regras da vida coletiva?
A partir do conceito de institucionalismo algorítmico, Ricardo F. Mendonça, Fernando Filgueiras e Virgilio Almeida propõem compreender os algoritmos não apenas como ferramentas técnicas, mas como agentes normativos que, ao serem incorporados a práticas cotidianas, exercem influência comparável à de instituições tradicionais como tribunais, escolas ou governos.